Série 04 - Registos das celebrações

Zona de identificação

Código de referência

PT/SCR/FSCR/A/04

Título

Registos das celebrações

Data(s)

  • 1961 - 1982 (Produção)

Nível de descrição

Série

Dimensão e suporte

1 pasta.

Zona do contexto

Nome do produtor

(1905-05-17 - 2005-02-17)

História biográfica

Maria de Jesus Atalaya nasceu em Portalegre em 17 de maio de 1905 e faleceu em Lisboa a 17 de fevereiro de 2005, depois de prolongada doença. Em Santarém foi desde sempre muito dedicada ao serviço da Igreja, exercendo funções no Secretariado da Paróquia de Marvila, como catequista, presidente do Apostolado da Oração e da Cruzada Eucarística. Esta dedicação foi reconhecida pelo cardeal Cerejeira, com quem falava muitas vezes e que a chamou para o serviço do Santuário. Entre 1960 a 1993, teve naquele contexto a seu cargo a administração da capela elaborando os registos contabilísticos e organizando o arquivo. Dedicou-se ao acolhimento e assistência aos peregrinos, ao apoio a celebrações litúrgicas e à animação das devoções ao Sagrado Coração de Jesus. Foi presidente, secretária e tesoureira do Centro do Apostolado da Oração no Santuário (1960-1993). Por sua iniciativa constituiu uma biblioteca, com empréstimo domiciliário, para uso dos fiéis, com os seus próprios livros e outros oferecidos por diversas pessoas. Os livros foram catalogados, cotados e munidos de capas plásticas. Viveu em Almada na Av. D. Nuno Álvares Pereira, nº 16, 1º Dir.
Na ausência de capelães ao serviço do Santuário por vários períodos e com os reitores acumulando funções no Seminário de S. Paulo, a sua ação foi muito importante para manter viva a espiritualidade própria do Santuário e o acolhimento aos peregrinos.

Nome do produtor

História biográfica

D. Manuel Gonçalves Cerejeira foi um entusiástico e dedicado devoto do Sagrado Coração de Jesus. Despertou para esta forma de piedade cristã desde criança por influência dos pais. Esta devoção foi provavelmente reforçada quando frequentou o Seminário Conciliar de Braga, em 1908 e 1909, já que aí teve como professor o P. Martins Capela, que entre 1907 e 1913 construiu um monumento ao Sagrado Coração de Jesus, no Monte das Mós (Terras de Bouro) na diocese de Braga, recorrendo a uma subscrição pública. Finalmente, aprofundou esta vivência espiritual, através do convívio em Coimbra com o P. Mateo Crawley. Em 23 de março de 1928, foi nomeado arcebispo de Mitilene e auxiliar de Lisboa, tendo sido escolhido logo nesse ano pelo episcopado para redigir a Pastoral Coletiva sobre a Consagração Nacional ao Coração Divino de Jesus. Quando foi nomeado patriarca de Lisboa, em 18 de novembro de 1929 (tomando posse por procuração a 22 de janeiro de 1930) e depois das cerimónias em Roma relativas à concessão da dignidade cardinalícia, partiu em peregrinação, no dia 14 de janeiro de 1930, para Lisieux e Paray-le-Monial, onde esteve em recolhimento vários dias e rezou junto dos túmulos de Santa Teresinha e Santa Margarida Maria (vidente do Sagrado Coração), só tendo dado entrada na sua diocese no dia 2 de fevereiro desse ano. O primeiro ponto do seu programa pessoal era instaurar na sociedade portuguesa o reinado do Coração de Jesus.
A diocese que D. Manuel Gonçalves Cerejeira governaria até 29 de julho de 1971 caracterizava-se por uma viva devoção ao Coração de Jesus com a adesão de grande número de fiéis. O culto ao Sagrado Coração de Jesus, introduzido em Portugal cerca de 1724, ganhou grande destaque em Lisboa, pois foi aqui que a rainha D. Maria I obteve do papa Pio VI autorização para celebrar a respetiva festa e mandou construir a basílica do Sagrado Coração de Jesus à Estrela, em 1789. A partir de 1864, o Apostolado da Oração conferiu maior dinamismo a esta devoção, tendo a cidade de Lisboa sido consagrada ao Coração de Jesus a 23 de agosto de 1875. Em 1919, por influência do P. Mateo Crawley, foram aprovados os estatutos da Associação do Reinado do Sagrado Coração de Jesus nas Famílias e a pedido do P. Sebastião Pinto foi estabelecida no Patriarcado a Obra da Reparação Nacional ao Sagrado Coração de Jesus. Posteriormente, a Festa de Cristo Rei foi instituída por determinação do papa Pio XI (Encíclica Quas Primas, de 11 de dezembro de 1925) para reforçar a devoção à realeza do Coração de Jesus. Em 1933, o Episcopado Português criaria a Ação Católica Portuguesa – um movimento de carácter apostólico, com uma visão redentora do catolicismo e chefiado pelo cardeal Cerejeira. Este celebrava todos os anos com grande brilho a festa de Cristo Rei, promotora de uma mística religiosa e militante que tinha como objetivo a restauração cristã da sociedade.
Estava deste modo constituído o rico e dinâmico contexto eclesial e religioso propício ao aparecimento da ideia da construção de uma estátua do Coração de Cristo Rei do Universo, centro do futuro Santuário. O Cardeal nunca se terá esquecido da iniciativa do seu professor P. Martins Capela de construir um monumento ao Coração de Jesus e terá sido bastante influenciado por ele. Assim a sua viagem ao Brasil em 1934, por ocasião da qual visitou a Estátua de Cristo Redentor no alto do Corcovado, terá servido sobretudo como um catalisador para lançar a ideia da construção em Portugal de uma imagem de Cristo Rei. O Cardeal apresentou a ideia ao P. Sebastião Pinto, mas não foi possível avançar logo devido à tensão política e social do ano de 1935, razão pela qual o projecto só seria publicamente anunciado a 2 de junho de 1936, no Congresso do Apostolado da Oração em Lisboa, no contexto do qual a proposta foi aprovada por aclamação. Obteve-se seguidamente o apoio do Episcopado Português, reunido em Coimbra a 3 de julho do mesmo ano, numa decisão anunciada publicamente a todo o país na Pastoral Coletiva da Quaresma de 1937, redigida pelo Cardeal e por ele lida aos microfones da Emissora Nacional.
O cardeal Cerejeira idealizou o Monumento e foi a figura mais importante na construção e posteriormente na vida do Santuário, tendo por seu lado o Santuário sido uma obra central na vida do Patriarca de Lisboa, para o qual convergem as linhas de força do seu governo da diocese, tornando-o marca indelével do projeto de recristianizar a sociedade portuguesa.
O cardeal Cerejeira desvelou-se em ações a favor da obra do Santuário. Criou o Secretariado Nacional do Monumento a Cristo Rei, em 23 de abril de 1937, para fazer a propaganda, recolher os fundos necessários e coordenar a construção do Monumento e posteriormente decretou a ereção canónica do Santuário em 26 de maio de 1957. Em ambos os casos acompanhou de muito perto e com grande energia os dois organismos, através da ação pessoal, da liderança sobre a hierarquia e sobre leigos e da elaboração de atos próprios do seu poder de ordem e de governo, nomeadamente, pastorais, cartas, decretos, provisões e exortações. Entre 1937 e 1971, fez publicar cerca de trinta destes documentos. Relativamente ao Secretariado, reunia-se semanalmente com o respetivo diretor, e quando tal não era possível, este enviava-lhe extensas cartas onde descrevia com minúcia as atividades desenvolvidas pelo organismo que dirigia, propunha ações de propaganda e pedia diretivas. Por seu lado, o Cardeal participava em ações de propaganda, por vezes transmitidas pela rádio e reunia-se com figuras destacadas da sociedade e da política, influenciando-as no sentido de ganhar apoios para a obra do Monumento. Quanto ao Santuário, dotou-o de um reitor, acompanhou os problemas que iam aparecendo e continuou a visitá-lo frequentemente, nomeadamente por ocasião dos aniversários da inauguração a 17 de maio de 1959.
D. António Ribeiro, que lhe sucedeu em 1971 no governo da diocese de Lisboa, empenhou-se pessoalmente no desenvolvimento pastoral e religioso do Santuário, visitando-o numerosas vezes e criando órgãos de carácter administrativo e técnico para apoiar a ação do segundo reitor, P. Manuel de Jesus Ferreira Pires de Campos, do que resultou a dinamização da vida espiritual do Santuário e a construção de um dos edifícios previstos no plano inicial. Antes de falecer, deixou pronto o processo da integração do território onde está o Santuário e o Seminário de S. Paulo na diocese de Setúbal.
Desde 16 de julho de 1999, o 2º bispo de Setúbal, D. Gilberto Canavarro dos Reis, tem dado a maior atenção ao desenvolvimento do Santuário, assegurando a execução das obras de reparação do Monumento, nomeando o terceiro reitor assim como duas comissões para o apoiarem no período de transição, e o quarto reitor, P. Sezinando Alberto, atualmente em funções e no exercício do seu múnus com grande preocupação pela melhoria das condições materiais de apoio aos fiéis e pelo aprofundamento da vida espiritual do Santuário de Cristo Rei.

Entidade detentora

História do arquivo

Fonte imediata de aquisição ou transferência

Zona do conteúdo e estrutura

Âmbito e conteúdo

Inclui um conjunto de folhas com o registo mensal dos atos de culto, que foram realizados na capela do Santuário, que discriminam: as missas celebradas, o número de comunhões, as Horas Santas, os casamentos e os dias sem missa. Tem junto duas versões dum mapa das comunhões realizadas desde 1961 a 1978, indicando os totais mensais e as médias por cada missa.

Avaliação, selecção e eliminação

Série aberta.

Ingressos adicionais

Sistema de organização

Ordenação cronológica.

Zona de condições de acesso e utilização

Condições de acesso

Condiçoes de reprodução

Idioma do material

  • português

Script do material

Notas ao idioma e script

Características físicas e requisitos técnicos

Instrumentos de descrição

Zona de documentação associada

Existência e localização de originais

Existência e localização de cópias

Unidades de descrição relacionadas

Descrições relacionadas

Zona das notas

Identificador(es) alternativo(s)

Pontos de acesso

Pontos de acesso - Assuntos

Pontos de acesso - Locais

Pontos de acesso - Nomes

Pontos de acesso de género

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Identificador da descrição

Identificador da instituição

Regras ou convenções utilizadas

Estatuto

Nível de detalhe

Datas de criação, revisão, eliminação

Línguas e escritas

Script(s)

Fontes

Zona da incorporação

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