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Descrição arquivística
Igreja e Sacristia da Irmandade dos Clérigos do Porto Com objeto digital
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Recibos do Inventário e Contas da Capela de Nossa Senhora da Lapa

Registo de recibo, passado pelo Procurador da Capela Joaquim Honório da Cunha, do livro de Inventário dos móveis e alfaias da Capela de Nossa Senhora da Lapa, em 1790, entregue pelo Secretário da Irmandade Fernando José de Figueiredo. Segue-se um registo de várias entregas de verbas ao Secretário e recibos de móveis e alfaias passados ao mesmo Secretário, entre 1790 e Agosto de 1803. A partir do ano de 1803 para 1804 (fl. 20) registam-se os recibos do ordenado do Procurador da Capela de Nossa Senhora da Lapa e de algumas outras despesas da Capela pagas ao mesmo Procurador (com remissão para os fólios do «seo Livro» em que foi «carregado»).
Com termo de abertura no fl. 1 e termo de encerramento no fl. 250v.

Igreja e Sacristia da Irmandade dos Clérigos do Porto

Termos de sepultura

A presente unidade de informação resultou da necessidade de controlar os enterramentos de corpos na Igreja da Irmandade dos Clérigos do Porto. De facto, de acordo com os Estatutos da Irmandade de 1782, estes assentos serviam sobretudo para gerir o tempo que cada tumba deveria permanecer sem receber um novo corpo (Capítulo 30, §. 1, fólios 69v e 70). Assim, este livro é constituído por assentos de pessoas enterradas no carneiro e sepulturas da Igreja da Irmandade dos Clérigos do Porto.
Do cômputo geral das tumbas da Igreja da Irmandade (num total de 76), faltam os registos relativos às sepulturas números 3, 7, 10 e 27. Os registos apresentam, entre outras informações, a identificação da sepultura; a data do enterro (dia, mês e ano); o local de falecimento; o género do defunto; a condição de “anjinho”; a indicação de que a cerimónia fúnebre foi realizada como acto de caridade («(…) Enterrou se pello amor de Deos (…)» ou «(…) se lhe deo sepultura por esmolla (…)»); a condição de Irmão ou Irmã; a condição de Benfeitor; o nome, a idade, a filiação, o estado civil, a profissão, o cargo, o título e a morada do falecido; o(s) cargo(s) desempenhado(s) na Irmandade; o enquadramento do defunto na rede familiar de um dos Irmãos (pai, mulher, criada, entre outros); o meio de transporte utilizado para carregar o corpo até ao local de sepultura (em andas, por exemplo); as exéquias prestadas pela Irmandade; a data do registo (dia, mês e ano) e a assinatura do produtor do termo (nome do Tesoureiro da Igreja ou do Sacristão).
No início do livro, surgem soltos cinco bilhetes de enterramentos datados de 1856-07-12, 1856-08-10, 1859-07-07, 1859-12-09 e 1865-07-06. Estes documentos, impressos e manuscritos, apresentam dados como: identificação do distrito, concelho e paróquia; cemitério onde decorreu o enterro; nome, naturalidade, idade, estado civil e morada do defunto; data do falecimento (dia, mês e ano); causa da morte; tempo que se devia observar para sepultar o corpo; data do registo (dia, mês e ano); assinaturas do Regedor da Paróquia e do Pároco; entre outros.
Esta fonte contém termos de abertura (fólio inicial) e encerramento (fólio 196v).

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